Como armazenar produtos com risco biológico adequadamente?

como armazenar produtos com risco biológico adequadamente
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No ambiente laboral, os produtos com risco biológico se enquadram em uma das cinco classificações de perigo que podem proporcionar acidentes de trabalho.

Para manter a integridade física dos funcionários, se a sua empresa manipula esse tipo de item, é necessário acompanhar uma série de protocolos de segurança. Os reagentes químicos podem ter várias características alarmantes como volatilidade, toxicidade, inflamabilidade, entre várias outras.

Neste artigo, falaremos sobre o armazenamento de produtos com risco biológico, mostrando como é possível garantir a segurança e qualidade nas condições de armazenamento. Acompanhe!

O que é o risco biológico

São considerados riscos biológicos: bactérias, vírus, parasitas, fungos, protozoários e bacilos. Eles ocorrem mediante microrganismos que podem provocar inúmeras doenças se estiverem em contato com o ser humano, tais como malária, tuberculose, brucelose e febre amarela.

Existe uma vasta quantidade de segmentos da indústria que favorecem esse contato, como atividades profissionais envolvendo alimentação, laboratórios, coleta de lixo, hospitais, entre outras.

Para impedir a proliferação dessas doenças, as empresas são obrigadas a tomar medidas de prevenção para manter as condições de segurança e higiene entre os setores físicos.

Cuidados com o armazenamento de produtos com risco biológico

O almoxarifado é o lugar separado para recepção, estoque, controle, administração, distribuição e exame dos materiais adquiridos. A diversidade de produtos químicos é um fator que costuma elevar o número de problemas na hora de estocar, já que é preciso seguir as peculiaridades de cada item.

A segurança deve ser priorizada acima de tudo, junto com a tentativa de impedir as improvisações. Para estabelecer esse cuidado, você pode começar observando o seu local de armazenagem e conferir as seguintes características:

  • amplitude de espaço;
  • ventilação;
  • saídas e entradas;
  • segurança das prateleiras;
  • suportes para evitar tombamentos.

Além disso, as instalações elétricas também merecem cuidado. O ideal é que elas sejam à prova de explosão, prevenindo chamas e faíscas.

Já a iluminação pode ser convencional, uma vez que esteja acima de dois metros do piso e com pelo menos um metro de distância dos produtos.

​O risco de contato é o problema principal, portanto, em todas as ações preventivas tomadas, ele deve ser levado em consideração. Produtos não identificados, por exemplo, não podem ser armazenados no mesmo ambiente para se evitar a possibilidade de reação devido à incompatibilidade.

Reagentes e vidrarias seguem são outro exemplo em que quanto mais separados, melhor. Por sua vez, o manuseio constante das vidrarias pode elevar os riscos de acidentes com reagentes. Sendo assim, é recomendado a manipulação apenas durante o uso, evitando acidentes como quedas, derramamento, queda e quebras.

Os cuidados com produtos explosivos, corrosivos e peroxidáveis devem ser repassados por meio de treinamento, desde o momento da integração até a contínua atualização.

A importância da sinalização

Quando o cuidado com produtos com risco biológico vira assunto, a sinalização é uma das principais ações que devem ser desenvolvidas na corporação.

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Nesses casos, o emblema internacional que indica esse tipo de manuseio arriscado deve estar afixado em laboratórios e locais de estoque, restringindo o acesso e inibindo a entrada de pessoas sem autorização.

Além disso, laboratórios químicos precisam acompanhar as regras de sinalização por cores. Elas trabalham em prol da:

  • identificação de equipamentos de segurança;
  • demarcação de áreas de risco;
  • canalizações empregadas para o manuseio de líquidos e gases.

Para evitar problemas com cigarros, você também pode sinalizar as redondezas com advertências. O ato de fumar perto do estoque de reagentes é um risco gravíssimo, que não se limita aos inflamáveis. Afinal, caso haja vazamento de voláteis, o trabalhador vai tragar não só as substâncias cancerígenas do cigarro, mas também a volátil.

Normas de aquisição e descarte

Quanto a aquisição, as compras dessa ordem devem ser feitas conforme as necessidades previstas. Isso acontece devido aos problemas de armazenamento consequentes da aquisição de quantidades excedentes, imobilizando verbas consideráveis.

O descarte de produtos vencidos é outra atividade que precisa ser levada com exímio cuidado. Nesse caso, a integridade das embalagens deve ser mantida, evitando possíveis derramamentos e vazamentos.

Cuidados com o transporte

As principais agências que dividem as fiscalizações desse setor são a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera o material biológico como carga perigosa para transporte. Dessa maneira, existem exigências determinadas para estabelecer a segurança no transporte, a começar pela padronização das embalagens. Além de resistentes e adequadamente higienizadas, elas devem acompanhar as seguintes classificações:

Recipiente Primário

Tubo ou outro tipo de recipiente, sem trincas ou rachaduras e tampado. De preferência, produzido com material flexível e que resista quedas, sendo utilizado para locomoção de material biológico.

Recipiente Secundário

Recipiente de metal, de paredes sólidas, resistentes a descontaminação realizada por agentes químicos e/ou auto laváveis. Além disso, eles devem resistir a vazamentos e impactos, possuir tampa rosqueável, de pressão, de encaixe, ou outro aparato de vedação.

Embalagem terciária

Trata-se de embalagens empregadas no envio e transporte aéreo, internacional e nacional. São classificadas em Categoria A ou B, segundo as normas da OMS. Devem seguir todas as obrigações demandadas pela Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA) e também as exigências da OMS.

Embalagem terciária Categoria A (P620)

Também utilizadas no transporte aéreo (nacional e internacional), essas embalagens são usadas com material biológico patogênico, além de substâncias infecciosas causadoras de doenças nos animais e seres humanos.

Segundo a ANTT, o transporte de produtos perigosos precisa ser feito em veículos classificados como “de carga” ou “misto”. Assim, caminhonetes e motocicletas não são autorizadas.

Um pequeno erro causado nessa área, ou somente a falta de informações, pode gerar um prejuízo terrível, obrigando a empresa a fechar setores e ocasionando a perda de rendimento. Isso sem contar com a imagem da empresa que pode ser afetada de forma extremamente negativa.

Se o responsável pela logística tiver os conhecimentos necessários para realizar o estoque e manuseio correto desses produtos, é possível garantir a segurança dos profissionais envolvidos e o sucesso das operações.

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