câmara fria

Câmara fria: entenda como funciona e quais os cuidados principais na sua utilização

Um bom gerente de logística sabe que cada produto demanda um cuidado especial durante o armazenamento e transporte e que isso é essencial para o sucesso de suas estratégias. Neste post, falaremos um pouco mais sobre a câmara fria, um equipamento indispensável para a conservação de algumas cargas.

Como sua aquisição exige um investimento significativo e seu funcionamento é bem específico, é comum encontrarmos gestores com dúvidas sobre o tema. Por isso, preparamos um conteúdo informativo e simples de ser compreendido.

Veja, a seguir, tudo o que você precisa saber sobre a câmara fria incluindo a forma como funciona, os principais benefícios e as melhores práticas para prolongar sua vida útil. Acompanhe!

O que é uma câmara fria?

A câmara fria é uma ferramenta projetada para otimizar o armazenamento de produtos por meio de sua refrigeração (temperatura entre 0°C e 18°C) ou congelamento (temperaturas abaixo de 0°C). Com a baixa temperatura, ela assegura a eficiência e qualidade dos processos de armazenagem de produtos em frigoríficos e supermercados, por exemplo.

É uma área de armazenagem especial para produtos, materiais ou insumos que necessitam de uma conservação maior, seja para preservar a qualidade (como nos casos de alimentos e outros produtos perecíveis), seja para manter suas características (empresas que trabalham com a produção e fornecimento de gelo, por exemplo).

Não é novidade dizer que nesses cenários a logística é um setor bem complexo e dinâmico. Além de habilidades pessoais e do uso de softwares para que se tenha uma atuação eficiente, ela é uma ferramenta e equipamento essencial ao seu cotidiano.

Como é o funcionamento desse equipamento?

Conhecer o seu funcionamento é muito importante para o aperfeiçoamento dos profissionais que lidam diretamente com ele. Apesar de passar a impressão de ser algo complexo de ser compreendido, trata-se de um sistema simples e interessante.

A noção básica que se deve ter é a de que o processo de refrigeração dentro da câmara se baseia na redução forçada da temperatura do produto por meio da transferência de calor. Isso é possível graças a ação de um fluido refrigerante que circula dentro do circuito.

Para facilitar ainda mais o entendimento, é interessante conhecer os principais componentes desse sistema:

  • compressor: tem a função de aspirar o ar superaquecido do evaporador e comprimi-lo para o condensador, voltando ao estado líquido. Sua ação acaba acarretando o aumento da temperatura do gás;
  • condensador: tem a função de absorver o calor do gás que evapora dentro do evaporador e condensá-lo. Sua estrutura básica é constituída de tubos, serpentina e do fluido refrigerante;
  • evaporador: tem a função de acumular o gás líquido que vem do condensador por meio de uma válvula de expansão). Em geral, ao remover o calor do ar, o líquido refrigerante evapora e a pressão é mantida;
  • válvula de expansão: é a responsável por diminuir a pressão do gás que chega do condensador para que ela atinja a ebulição e evapore;
  • ventiladores: atuam para assegurar a ventilação interna da câmara fria. Eles aspiram o ar refrigerado e tornam a distribuí-lo para resfriar o ambiente.

Como o termostato e o condensador funcionam nesse processo?

O termostato de uma câmara serve para determinar a temperatura do ar no seu interior. Assim, quando a temperatura sobe além do nível desse aparelho, o condensador é ligado e um novo ciclo de resfriamento se inicia.

Tecnicamente, os ventiladores da unidade sugam o ar para dentro e sobre as bobinas do condensador. Dentro das bobinas, o líquido de arrefecimento puxa o calor do ar que passa pela parte de cima. Desse modo, o ar refrigerado continua se movendo para fora da parte traseira da câmara, mais frio do que quando entrou.

Enquanto os ventiladores continuam soprando ar na direção do condensador, a temperatura do ar diminui dentro da cabine até que fique abaixo do nível definido pelo termostato.

Se o termostato atinge um nível muito baixo (geralmente 0°C), os ventiladores passam a funcionar sem o resfriamento. Consequentemente, as bobinas do condensador são gradualmente aquecidas formatando um ciclo de degelo que continuará até a temperatura se estabilizar novamente.

Resumindo o processo: quando o termostato identifica uma temperatura acima do ideal, o condensador é acionado para que se inicie o ciclo de resfriamento. Os ventiladores sugam o ar para o condensador e o líquido refrigerante retira todo o seu calor. Paralelamente, os ventiladores sopram ar sobre o condensador e a temperatura no ambiente é reduzida até atingir o nível ideal para o termostato.

Quais são as diferenças básicas entre as câmaras frias?

câmara fria com sistema porta pallet

Câmara fria com sistema de armazenagem Porta Pallet

Agora que você já sabe como uma câmara fria funciona, é preciso compreender que existem diferenças básicas entre seus tipos. Resfriamento e congelamento apresentam distinções entre si que seguem de acordo com a sugestão dos próprios nomes, ou seja, a diferença está na temperatura que atingem.

Uma câmara fria de resfriados normalmente dá conta de produtos que requerem um nível de refrigeração próximo a 0ºC (do mesmo modo que às funções de geladeiras).

Já as câmaras de congelamento costumam atingir temperaturas mais baixas. Basta tomar os freezers como exemplo. Nesse caso, o congelamento pode chegar em -20ºC, podendo variar de acordo com o tipo de produto e o tempo pelo qual deve permanecer armazenado.

Dentre os principais produtos armazenados nesses formatos estão:

Resfriamento (0°C a 18°C)

Entre os alimentos que podem passar pelo resfriamento, estão:

  • bebidas (cerveja, vinho, refrigerantes e sucos, por exemplo)
  • frutas;
  • carnes;
  • laticínios;
  • frios e embutidos;
  • verduras e legumes;
  • cogumelos;
  • iogurtes;
  • grãos.

Congelamento (-1°C a -25°C)

Já entre os itens que podem ser congelados, encontramos:

  • aves;
  • carnes congeladas;
  • frangos;
  • gelo;
  • sorvete;
  • polpas;
  • frutos do mar.

Ainda sobre essa diferenciação inicial, é relevante observar que as câmaras tanto de resfriados como de congelados foram desenvolvidas para armazenar produtos já congelados ou resfriados. Isso significa que se o cliente precisar entrar com um produto resfriado para ser congelado sugerindo uma mudança de fase, será necessário adquirir um túnel de congelamento.

Esse túnel é basicamente uma câmara com características específicas para tal. Por meio de equipamentos de grande porte para a realização congelamento rápido, é possível que a transferência entre as fases líquida e sólida sejam feitas de forma adequada. Vale lembrar que a energia envolvida nesse processo é significantemente maior.

Quais as vantagens de se usar uma câmara fria?

Conforme visto, a câmara fria foi projetada para resfriar alimentos que precisam ser armazenados sobre essas condições. Apostar nesse tipo de investimento pode trazer grandes benefícios para os negócios, especialmente supermercados, frigoríficos e padarias. Conheça alguns deles.

Resfriamento de grandes volumes

Quando comparado ao freezer e congelador, a câmara fria tem a expressiva vantagem de permitir o armazenamento eficiente e na temperatura adequada de grandes volumes de produtos.

Essa característica gera grande impacto na cultura corporativa, permitindo um armazenamento de maior porte, que consequentemente expande as possibilidades de negócio para o empreendedor.

Precisão no controle da temperatura

Outra vantagem de se utilizar esse equipamento é a precisão do controle de temperatura. Via de regra, as oscilações de sistemas manuais e a falta de controle adequado da temperatura podem prejudicar o armazenamento e durabilidade dos produtos, o que não ocorre em uma câmara fria.

Adaptação às demandas de cada empresa

Com diversos tamanhos e modelos, esses equipamentos se adaptam às necessidades de cada negócio. Tudo vai depender da sua demanda e de como a sua empresa se relaciona com o mercado em geral. Em alguns casos, é viável ter a movimentação de pessoas e produtos em seu interior, trazendo mais produtividade e eficiência ao setor.

Esse sistema se destina a que tipo de produto?

Como vimos em alguns exemplos citados, é interessante destacar que a câmara fria pode ser bastante útil durante diversas etapas da cadeia produtiva, como a fabricação, a conservação, o transporte e a comercialização.

Além disso, é comum que o seu uso seja associado a empresas alimentícias, mas o sistema tem uma aplicação ainda mais ampla. Diversos segmentos do mercado são beneficiados, como:

  • indústria farmacêutica (conservação de vacinas);
  • bancos de sangue;
  • indústria automobilística e química (conservação de produtos inflamáveis);
  • necrotérios.

Como dá para notar, há uma diversidade de produtos e materiais que podem ser acondicionados em uma câmara fria. A regra é que toda carga que necessite de refrigeração para manter suas propriedades por mais tempo possa usufruir desse processo.

Como prolongar a vida útil de sua câmara fria?

Sabe-se que o investimento em uma câmara fria é alto e, exatamente por isso, é imprescindível que o gestor adote algumas boas práticas para mantê-la em um bom estado de conservação por mais tempo.

Diante disso, reunimos alguns cuidados fundamentais em seu cotidiano. Acompanhe!

Faça a higienização corretamente

A higienização do sistema é um cuidado muito importante a ser tomado. Quem pensa que esse é um processo comum pode estar enganado. A limpeza de uma câmara fria requer cuidados específicos e atenção dobrada.

É preciso deixar claro que não se pode aplicar jatos dágua durante a limpeza, tampouco produtos a base de cloro. O ideal é que a ação seja executada com o auxílio de um pano úmido e detergente neutro.

Realize revisões preventivas

A segunda providência é a realização de revisões preventivas no equipamento. Como ele está em constante funcionamento, é importante que seus componentes e circuitos passem por análises completas e periódicas.

Organize a carga com atenção

Esse é um cuidado importante e, em muitos casos, ignorado pelos responsáveis pela operação e conservação da câmara fria. Por isso, é essencial que a carga seja organizada dentro do equipamento e de maneira otimizada.

Fique atento, pois as prateleiras e os próprios produtos devem ser distribuídos de uma forma que não prejudique a circulação do ar refrigerado. Isso quer dizer que deve haver espaço entre os materiais e que as saídas dos ventiladores não podem ser obstruídas.

Após concluir a leitura deste post, é possível afirmar que ter uma câmara fria em perfeito funcionamento pode simplificar e aperfeiçoar bastante o processo de armazenagem de sua empresa, especialmente quando há materiais que exigem um resfriamento constante.

Porém, para que o sistema seja aproveitado e atinja a sua máxima performance, é importante tomar certos cuidados e conhecer melhor sua estrutura de funcionamento. Desse modo, esperamos que este material tenha sido útil e contribua para o aumento da produtividade em seu setor.

Agora que você já sabe tudo o que precisa para trabalhar com uma câmara fria, aproveite para ficar por dentro das notícias mais relevantes desse mercado. É só assinar a nossa newsletter e receber as novidades diretamente no seu e-mail!

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