Drive-in e Drive-thru: o que é, vantagens e quando utilizar!

sistema drive-in e drive-thru de armazenagem
6 minutos para ler

Na área logística, otimizar o espaço do armazém sem prejudicar a organização e a estocagem dos produtos é um dos principais objetivos de qualquer gestor. Dessa forma, podemos dizer que as estruturas Drive-in e Drive-thru surgem como ótimas alternativas para alcançar esses resultados.

O que são as estruturas Drive-in e Drive-thru?

As estruturas Drive-in e Drive-thru são sistemas de armazenagem compacta em profundidade, para produtos paletizados. Indicadas para armazéns que operam com alto volume de um mesmo item e realizam a entrada e saída de produtos em grandes quantidades, simultaneamente. Sua alta capacidade de armazenamento por m², é um grande diferencial e se dá pela eliminação de corredores.

Neste sistema as empilhadeiras se movimentam dentro da própria estrutura para realizar o abastecimento e a retirada dos produtos. Para que tudo funcione sem riscos, recomenda-se a utilização de guias que orientam a operação das empilhadeiras.

Mas quando esses sistemas são recomendados? Quais os prós e os contras? O que precisa para implantá-los em sua empresa? Acompanhe a leitura e confira as respostas para essas e outras dúvidas.

Qual a diferença entre os dois modelos?

Antes de abordarmos as questões de usabilidade e aplicação dessas estruturas, vamos pontuar o que diferencia estes dois modelos. Ambas as estruturas cumprem a mesma função de armazenar a maior quantidade de produtos paletizados por metro cúbico.

O Drive-thru permite que a entrada e saída de materiais seja realizada por ambos os lados da estrutura e a empilhadeira pode transitar livremente através do sistema. Podendo ser utilizado para operações LIFO e FIFO.

Enquanto no modelo Drive-in as operações de entrada e saída são realizadas pelo mesmo lado da estrutura. Operando apenas com o sistema LIFO.

Quando o sistema Drive-in ou Drive-thru é mais recomendado?

A adoção deste modelo de armazenagem pode ser feita por empresas de diversos segmentos. Apesar das atividades logísticas com produtos de baixo giro serem as maiores beneficiadas, esse tipo de estrutura também pode ser adotado em operações de maior fluxo, como a de varejo, desde que bem planejada a armazenagem dos produtos em lotes.

Uma estratégia recomendada é utilizar a estrutura Drive-thru para itens que possuem alto giro de paletes fechados. Ao adotar esse tipo de estrutura, os empilhadores podem armazenar o estoque por um lado, enquanto a expedição é realizada do outro lado. Dessa forma, os fluxos não competem entre si, o que aumenta a produtividade da armazenagem e expedição.

No caso da estrutura Drive-in, a atenção também deve estar no armazenamento de itens com validades distintas. O ideal é ter apenas um tipo de item em cada vão e seguir o modelo LIFO de estocagem.

Também é válido para as empresas que desejam ampliar a sua capacidade de armazenagem, mas não possuem área disponível para ampliação, pois, essas estruturas permitem alocar muito mais paletes com um número menor de corredores.

Existe algum tipo de contraindicação do sistema?

Assim como toda estrutura de armazenagem um fator determinante, em termos de estrutura, é o mapeamento da área disponível, ou seja, para que se tenha um bom aproveitamento do espaço e eficiência das operações é preciso que o projeto seja desenhado de acordo com a capacidade de peso e altura do armazém.

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Não se pode esquecer também a característica das operações. Esse tipo de estrutura não é ideal para produtos com validade muito curta e neste caso a sua aplicação pode exigir um planejamento operacional e logístico mais detalhado.

Os dois tipos de estruturas também não são ideais para itens cuja separação é realizada de forma fracionada.

Como implantá-lo em uma empresa?

Primeiramente, antes de uma implantação do sistema, é necessário um estudo interno para certificar as necessidades e se as estruturas realmente conseguirão suprir as demandas da empresa.

Confirmada essa questão, entra a etapa de análise de espaço. Como sabemos, para que as estruturas de armazenagem Drive-in e Drive-thru gerem valor ao seu armazém e as suas atividades, é necessário que se tenha um projeto de engenharia desenvolvido exclusivamente para sua empresa.

O terceiro passo é estabelecer quais tipos de estratégias serão tomadas durante a montagem da estrutura. É factível afirmar que, dificilmente, a construção não terá impacto na rotina da empresa, por isso é necessário definir se ocorrerão mudanças temporárias para outras locações ou paralisações durante a montagem.

Tendo a confirmação de todos os dados, é de vital importância contar com uma empresa especializada na área para garantir a execução.

Qual a infraestrutura necessária para um sistema do tipo?

Os sistemas Drive-in e Drive-thru possuem algumas peculiaridades, mas não exigem muito mais do que outros modelos de armazenagem. Entre as principais necessidades de infraestrutura que podemos citar estão:

  • espaço físico suficiente;
  • piso nivelado e apto a suportar a estrutura e o peso da carga armazenada.

Quais os prós e contras da utilização do sistema Drive-in e Drive-thru?

Neste tópico vamos detalhar as vantagens que a empresa pode ter ao implantar o sistema. Além disso, apontaremos os cuidados ou as desvantagens da adoção.

Vantagens

Entre as principais vantagens podemos citar:

  • oferece melhor proteção para as peças e os itens armazenados, diminuindo bastante o risco de quedas ou esmagamento dos produtos — mesmo com a colocação de vários paletes;
  • prioriza a verticalização, o que diminui o uso de espaço horizontal;
  • a estrutura pode ser desmontada e remontada em outro lugar;
  • facilita a localização dos materiais;
  • não é necessário a utilização de empilhadeiras específicas, sendo possível o uso de equipamentos comuns;
  • depois de montada, a estrutura utiliza metade da área de um porta palete convencional.

Cuidados e Desvantagens

Já entre os cuidados que devem ser considerados antes da implantação do sistema destacamos:

  • embora a manutenção não seja considerada alta, o mesmo não pode ser dito da implantação. Para aplicação inicial, é preciso um bom investimento financeiro;
  • como mencionado, o sistema não favorece a alta rotatividade de produtos, o que deve ser bem analisado pelas empresas, principalmente as que trabalham com datas de validade.
  • a montagem do sistema pode impactar diretamente na rotina de trabalho. Dependendo do faturamento da empresa, isso pode ser uma grande desvantagem;

Como toda e qualquer nova implantação para melhorar o sistema de armazenagem, o Drive-in e Drive-thru requerem estudos sobre a necessidade e a viabilidade antes de uma decisão final.

Considere as informações apresentadas detalhadamente e analise se esse tipo de sistema se adéqua a realidade da sua organização. E sempre pondere a opinião de um especialista antes de fechar o negócio.

Gostou de saber mais sobre o sistema Drive-in, Drive-thru e outras formas de armazenagem? Assine a nossa newsletter e fique sempre atualizado.

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10 thoughts on “Drive-in e Drive-thru: o que é, vantagens e quando utilizar!

    1. Olá Ricardo, tudo bem?
      As estruturas Drive-in e Drive-thru tornam o processo de inventário mais simples na verdade, pois, estes sistemas são projetados para a armazenagem de cargas que pertencem a uma mesma referência por corredor. Esta organização facilita a contagem até mesmo de forma visual, dependendo da extensão do armazém e estruturas.

      Esperamos ter respondido sua dúvida. Se quiser saber algo mais, fique a vontade para nos perguntar!

  1. Porque na modalidade de drive trough não favoreceria a alta rotatividade e FIFO?
    Uma vez que a operação de abastecimento acontece por um lado e desabastecimento pelo outro?

    1. Olá Jaqueline! Tudo bem?

      Na verdade favorece sim. Como mencionamos no artigo, o modelo Drive-Thru pode ser utilizado para ambos os tipos de operação, FIFO ou LIFO.

      Sobre a alta rotatividade, também afirmamos que é necessário um estudo e um planejamento estratégico sobre as operações de armazenagem para garantir a eficiência do armazém. Dependendo do fluxo no armazém, também recomendamos a utilização de um sistema de armazenagem Dinâmico (https://www.longa.com.br/dinamico/) ou Push-Back (https://blog.longa.com.br/estrutura-push-back-na-armazenagem/, https://www.longa.com.br/push-back/), ideais para operações FIFO com alta rotatividade.

  2. Essas estruturas são usadas para operações com poucos SKU’s certo ? Queria saber até quantos SKU’s o sistema ainda é eficiente. Para um armazém com 130 SKU’s ainda seria eficiente usar das estruturas de drive in e thru ?

    1. Olá Yan,

      Para operar com 130 SKU’s, utilizando o sistema Drive-In/Thru, e seja operacionalmente viável, é necessário que tenha 130 frentes, ou seja, ter um armazém com bastante espaço. Caso contrário você terá dificuldade de acesso aos pallets, se armazenar mais que um SKU por frente.

  3. Olá, quanto a rua que se faz no meio em um pavilhão que comporte vários drive-in, não seria mais interessante apenas uma rua e um acesso, onde tenho pouco SKU e muita produção do mesmo SKU por um longo período?

    1. Olá Aliston,
      Para te responder com mais clareza é preciso mais informações sobre o galpão e do fluxo de materiais. Podemos passar o seu contato para um dos nossos especialistas, tudo bem?

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