Transporte de alimentos: 6 principais cuidados que se deve ter

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Entre as infinitas modalidades que a logística é capaz de promover, sem dúvidas, o transporte de alimentos é uma das mais particulares e específicas de todas. Afinal, se trata de uma atividade muito detalhista, em que prazos e cuidados especiais são fatores imprescindíveis para o sucesso da operação. 

E sua empresa? Será que precisa melhorar em algum ponto para tornar a logística de alimentos ainda mais eficiente? Então, confira as dicas que preparamos neste post e se informe mais! 

Por que o transporte de alimentos é tão complexo? 

Toda cadeia de suprimentos tem suas especificidades e características particulares. No entanto, quando o assunto é transporte de alimentos, esses fatores se tornam ainda mais complexos e requerem conhecimentos especiais, armazenagens específicas, veículos adaptados, cumprimentos da legislação e, claro, equipamentos adequados. 

Apesar de toda a complexidade, essa atividade é uma ramificação da logística que pode render bons lucros para o transportador que a domina e a realiza com proeza. Se você precisa armazenar e transportar alimentos, confira os principais cuidados a serem tomados nesse tipo de operação! 

Quais são os principais cuidados no transporte de alimentos? 

1. Rotulagem 

De acordo com a Anvisa, rotular os alimentos é uma obrigação do produtor e tem o intuito de fornecer todas as informações necessárias para o consumo do produto. Contudo, essa prática também se torna essencial para a transporte e armazenagem, já que essas etiquetas servem como identificação. 

Portanto, produto alimentício sem rótulo não poderá ser comercializado. Além disso, é fundamental, que as informações sejam legíveis e idôneas com todo o processo produtivo. Caso contrário, recomenda-se acionar o fabricante, antes de se iniciar o transporte. 

2. Validade dos alimentos 

Tanto para o transporte, como para a armazenagem, a data de validade é fator fundamental que deve ser considerado na logística de alimentos. Afinal, conseguir gerir esses prazos é essencial para evitar perdas e prejuízos.

Seguir práticas de armazenagem, como FIFO e LIFO, contar com um bom sistema de picking, otimizar os processos de identificação e localização dentro do armazém (com leitores de código de barra, por exemplo), são algumas formas que podem facilitar esse controle.

3. Temperatura 

Outro cuidado fundamental no transporte de alimentos, é a temperatura ideal que os produtos precisam ser armazenados, seja no estoque, seja no caminhão. Para que isso seja possível, mais uma vez, é imprescindível ter conhecimento das características do produto e seguir as recomendações do fabricante. 

Cabe à transportadora se adaptar e investir nos equipamentos adequados para realizar essas operações, com a temperatura ideal para cada tipo de alimento. Isso engloba, desde caminhões refrigerados até as estruturas de armazenagens de suas câmaras frigorificas. 

4. Documentação para transporte 

O transporte de alimentos requer documentação específica do transportador, além do CT-e. Portanto, é fundamental, que a empresa sempre acompanhe as atualizações das portarias da Anvisa, assim como as de outros órgãos subordinados e dos governos locais de cada estado. 

Desobedecer essa prática pode comprometer toda a operação de entrega e, inclusive, colocar em risco o prazo de validade dos alimentos, em casos de apreensão do veículo. Portanto, se informe sempre sobre as obrigatoriedades de sua região. 

5. Armazenagem 

Já falamos sobre a questão da temperatura durante a armazenagem e do transporte de alimentos. No entanto, antes de carregar o caminhão, é imprescindível que tais produtos estejam estocados de forma adequada e em locais apropriados. 

Ou seja, é importantíssimo que seu armazém esteja adaptado para esse tipo de produto, assim como bem organizado. Afinal, você não pode colocar na mesma prateleira um perecível ao lado de cosméticos, por exemplo. Para isso, é preciso separar cada coisa. Então, abaixo, trouxemos alguns exemplos de estrutura que possibilitam isso. Confira! 

5.1. MPA 

O MPA (Módulo padrão de armazenagem) é uma estrutura metálica que, junto com pallets de aço ou madeira, possibilita a verticalização de seu estoque de produtos sólidos, empilhando materiais não uniformes. Ou seja, você ganha mais área no armazém, organiza melhor, aumenta a capacidade de armazenagem e, por fim, protege os alimentos de avarias. 

5.2. Longstar e Longstack 

Esses equipamentos são racks aramados feitos em aço (o que é fundamental no transporte de alimentos, já que não acumula sujeiras, mofos e outros fatores que podem comprometer a integridade do produto). São indicados, principalmente, para produtos a granel, com formas irregulares e de difícil empilhamento.

5.3. Longbox 

Fabricado com perfis de chapas de aço e arames, o Longbox conta com módulos com bases apropriadas para movimentação da carga com empilhadeiras, carros hidráulicos e bandejas intermediárias, que se encaixam e possibilitam aumentar ou diminuir de altura, conforme a necessidade de seus produtos. 

É indicado para armazenagem em frigoríficos e câmaras frias, já que proporciona maior rapidez no resfriamento, maturação, congelamento ou cura dos alimentos perecíveis, como carnes, pescados, queijos, laticínios, legumes etc. 

6. Pallet de aço 

Além das estruturas específicas, o transporte de alimentos requer equipamentos específicos. O pallet de aço é um deles e se torna um investimento incomparável, tanto para o transportador como para o armazém. 

Afinal, o equipamento é extremamente superior, em vários quesitos, se comparado com os tradicionais pallets de madeira ou de plástico, por exemplo. A começar pela durabilidade e resistência. Entretanto, além disso, o aço é fundamental para cargas e locais que necessitam de uma higienização constante, o que possibilita proteger os alimentos de possíveis fungos, traças, mofos e pragas. 

Por fim, o pallet de aço é indicado para cargas robustas e também é resistente às diferentes variações de temperatura, o que torna o material um aliado para operações mais seguras e com menos riscos de perda, avarias e prejuízos. 

Enfim, o transporte de alimentos, sem dúvidas, é uma atividade complexa e que requer muitos cuidados, que podem ir além do que citamos neste texto. Certamente, cada tipo de material tem as suas próprias especificidades e, cabe ao transportador, seguir as boas práticas de armazenagem e entrega. Para tornar isso possível, conte com equipamentos e estruturas modernas e apropriadas! 

Gostou do post? Quer saber mais um pouco sobre logística de alimentos? Então, não deixe de conferir também nosso artigo sobre armazenagem de perecíveis. Boa leitura! 

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